Reservas Estratégicas

Entrega dos campos maduros acelera desmonte da Petrobrás

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Sexta, 15 Julho 2016
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 A ANP autorizou a Petrobrás a paralisar por um ano pelo menos 16 plataformas e 14 campos maduros no Nordeste e no Espírito Santo. (texto de Alessandra Murteira, da FUP)

A empresa requisitou também a interrupção de outras nove unidades na região, onde já estão em processo de privatização 104 áreas de produção terrestre. No último dia 05, a companhia havia anunciado que nove campos marítimos do Ceará e Sergipe também serão colocados à venda.


Os campos maduros são, portanto, a bola da vez dos entreguistas, que aceleram a passos largos o desmonte da Petrobrás. Por isso, uma das principais deliberações da 6ª Plenária Nacional da FUP foi a realização em agosto de uma greve por tempo determinado, encabeçada pelos sindicatos do Nordeste, região que já sofre os graves impactos dos desinvestimentos da estatal. O indicativo está sendo aprovado pelos trabalhadores nas assembleias,que prosseguem até o dia 21 de julho.

O desmonte dos ativos da empresa no Nordeste impactará vários municípios do interior da Bahia, Rio Grande do Norte, Ceará, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, assim como o Norte Capixaba, cujas economias são movimentadas pelos investimentos da Petrobrás. Além dos problemas sociais e econômicos, a privatização dos ativos da empresa terá reflexos também nas condições de trabalho, precarizando ainda mais um setor que já sofre com a insegurança.

Com a paralisação das plataformas e outras unidades de produção, centenas de prestadores de serviço estão sendo demitidos, aumentando o caos social. Os petroleiros próprios que estão perdendo ou na iminência de perder os seus postos de trabalho são submetidos a transferências abruptas para outros estados, muitas vezes com direitos rebaixados e ameaças de demissão.

E isso é apenas o começo. A cena se repetirá em outras unidades do E&P, na Transpetro, no Gás e Energia, nas refinarias e em todo o Sistema Petrobrás, pois o objetivo dos entreguistas é quebrar a integração da empresa, vendendo-a em pedaços, a preço de banana.

Se não houver reação dos trabalhadores e da sociedade, a Petrobrás será esquartejada. E na luta contra o desmonte e a entrega do Pré-Sal, resistir à venda dos campos maduros é tarefa número um dos petroleiros nesse momento.

Fonte: Alessandra Murteira (jornalista, assessora de Comunicação da FUP)

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