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Petroleiros da Bahia denunciam possível venda de refinaria da Petrobrás

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Segunda, 15 Maio 2017
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Segundo a direção do Sindipetro Bahia circula a informação de que a primeira refinaria do Sistema Petrobrás, inaugurada em 1950, e segunda maior refinaria do país em capacidade de processamento, a Landulpho Alves (RLAM), foi vendida para uma multinacional  petrolífera.

 

Imagem: Petrobrás

Segundo essas fontes, a gestão entreguista da Petrobrás vendeu 70% da RLAM, restando à Companhia os 30% que a coloca na posição de acionista minoritária. Com isso, a gestão da refinaria, localizada na Bahia, passa a ser feita pela nova empresa, que já começou a realizar levantamento dos empregados lotados na unidade, o seu perfil, benefícios que recebem afastamentos, contratos existentes e quantidade de terceirizados.

Como se costuma dizer no mundo dos negócios, a venda teria sido feita de “porteira fechada”, fazendo parte do pacote, o quadro de empregados e todo o sistema logístico da RLAM (Terminal Madre de Deus, tubovias, etc).

O coordenador do Sindipetro Bahia, Deyvid Bacelar, vem alertando para a venda desses ativos desde a época que representava os empregados da empresa no Conselho de Administração da Petrobrás. “Denunciamos que a gestão da Petrobrás estava formatando o negócio Refino de forma que ficasse mais atrativo para os investidores. E foi o que fizeram com as refinarias agregando a elas os terminais marítimos, terrestres e dutovias para que a empresa "parceira" tivesse maior interesse nesse negócio, comprando não apenas refinarias e seu sistema logístico, mas também o mercado consumidor que está cativo a essas refinarias. No caso da RLAM, essa abastece o mercado do Norte e Nordeste e é responsável por 25% de toda a exportação de gasolina da Petrobrás, devido ao porte do Terminal Marítimo de Madre de Deus”.

“Agora, o negócio está sendo fechado sem nenhuma transparência, trazendo grande insegurança para os trabalhadores lotados nessa refinaria e lesando o patrimônio do povo brasileiro”, afirma Deyvid.

Isso confirma que Pedro Parente está colocando o patrimônio da empresa (Refinarias, Campos de Petróleo, Termelétricas, Liquigás, BR Distribuidora, FAFENs, PBio, Gasodutos, GASPETRO...) em um saldão de negócios, correndo o mundo para oferecer, ou melhor, entregar diversas unidades do Sistema Petrobrás à iniciativa privada. No começo do mês de maio, em evento da OTC (uma espécie de Oscar que premia as empresas de petróleo), nos EUA, ele apresentou o portfólio do parque de refino do Sistema Petrobrás, anunciando o seu processo de privatização.

Até 2014, período em que foram ampliados investimentos na Petrobrás, a RLAM chegou a ter 1.400 empregados próprios com um dos melhores Acordos Coletivos de Trabalho do Brasil. Isso foi um dos fatores que auxiliou o estado da Bahia, na última década, a aumentar a geração de riquezas, o consumo e o padrão de vida da população. Na esteira do que tem sido feito no governo Temer, Pedro Parente também aplica um golpe na vida dos trabalhadores da Petrobrás: reduz o número do efetivo, tenta retirar as conquistas obtidas pelos trabalhadores e, agora, com a privatização da RLAM visa reduzir e precarizar o emprego e minar a melhora das condições econômicas e sociais dos Petroleiros na Bahia.

Justiça extingue ação contra venda da BR Distribuidora

No dia 8 de maio, a Justiça Federal de Sergipe extinguiu ação contra a venda da BR Distribuidora por entender que a venda, combatida na ação pela Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), já não existia mais e que eventuais processos futuros obedecerão a fatos e à regras novas, que podem ser completamente diversos.

O fato de que a Petrobrás terá que reiniciar todo o processo de venda já demonstra a grande vitória dos trabalhadores em ter, até agora, conseguido barrar essa venda predatória na Justiça. “Se não fosse a atuação dos trabalhadores, da FNP e dos seus sindicatos, Pedro Parente já teria conseguido entregar este patrimônio bilionário do povo brasileiro a preço de fim de xepa”, afirmou Raquel de Sousa, advogada da FNP.

 

Com Sindipetro-BA e FNP

 

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