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Ato na Polícia Federal denuncia intimidações e censura

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Quarta, 12 Abril 2017
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O protesto teve como objetivo defender a liberdade de expressão e condenar a seletividade do juiz Moro.

 

Imagem: Samuel Tosta

Por conta de uma notificação enviada pela Polícia Federal para o diretor adjunto de Saúde da CUT Rio, Roberto Ponciano, convocado a prestar esclarecimentos nesta terça-feira (11) sobre possíveis crimes de opinião contra o juiz federal Sergio Moro, cerca de 150 pessoas realizaram um protesto em solidariedade ao dirigente sindical na porta da sede da Superintendência da PF no Centro do Rio de Janeiro.

 “O fascismo só cresce se as pessoas se calam, nós não podemos nos intimidar. Esse ato não é a favor do Roberto Ponciano, é a favor da democracia, contra o estado de exceção que vivemos hoje. Companheiros como o petroleiro Emanuel Cancella, o jornalista Breno Altman, o blogueiro Eduardo Guimarães também passaram por esse constrangimento de serem criminalizados por crime de opinião. Esse ato é em solidariedade a quem sofre perseguição por pensar e contestar os atos e comportamento do Sergio Moro e dos procuradores que trabalham na Lava Jato” – explica Ponciano que teve seu depoimento adiado, sem ainda data definida pela Polícia Federal.

Sem medo

Arrolado pelo Ministério Público Federal por crime contra a honra do servidor público federal, em razão de criticas ao modus operandi  das investigações da Operação Lava Jato e ao juiz Moro, o petroleiro Emanuel Cancella, coordenador da Secretaria Geral do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional do Petroleiros (FNP), também marcou  presença na manifestação:

“Fico feliz porque nenhum de nós que estamos sendo perseguidos botou o “rabo entre as pernas”. Recentemente, o juiz Sergio Moro em entrevista à BBC Brasil disse que  investigar vazamentos de delações é como caçar fantasmas. Ora, ninguém precisa procurar quem faz isso com frequência, ele é o principal responsável por esses vazamentos da Lava Jato, ele é o chefe da investigação. Nessa mesma entrevista ele diz que não vê nada demais em tirar fotos com o Aécio e o Temer, como aconteceu em um evento em São Paulo, sendo que essas figuras são citadas sistematicamente em diversos depoimentos e delações, tá na cara que tem coelho nesse mato ” – disse Cancella que é autor do livro  ‘A Outra Face de Sergio Moro’, obra que denuncia como a Lava Jato contribui para o desmantelamento da indústria petrolífera brasileira , em específico a Petrobrás, e a de engenharia e infraestrutura.

No contexto da reforma Trabalhista

O evento que foi organizado pela CUT Rio denuncia o uso sistemático da justiça para a prática de censura. Diversos cartazes que eram confeccionados na hora pelas pessoas presentes  expressavam o descontentamento com a perseguição sofridas por sindicalistas,jornalistas e blogueiros que se posicionam contra os métodos de Sergio Moro e companhia.

“Estamos vivendo um verdadeiro de volta para o passado sob censura como no tempo dos militares. Existe um processo de judicialização de opiniões de pensamento contrário e critico fora dessa bolha de louvação de Lava Jato e do governo golpista do Temer, propagada pelos grandes meios de comunicação. Não vamos aceitar isso calados, vamos fazer muito barulho na porta da Polícia Federal, em Curitiba e em qualquer lugar. Quando começam a convocar e processar sindicalistas fica claro que o objetivo é intimidar os sindicatos e centrais sindicais, pois  querem aprovar essa reforma Trabalhista para destruir os sindicatos e a classe trabalhadora” – denuncia Marcelo  Rodrigues, presidente da CUT Rio.

 

Fonte: Agência Petroleira de Notícias - APN

 

 

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