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No Rio, 100 mil nas ruas contra os retrocessos sociais

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Quinta, 16 Março 2017
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O Dia Nacional de Luta Contra as Reformas da Previdência e Trabalhista,reuniu mais de 100 mil pessoas na tarde desta quarta-feira (15) no Centro do Rio de Janeiro.

 

Imagem: Rafael Gonzaga

O #15M foi convocado por centrais sindicais, sindicatos e movimento social com o intuito de mobilizar a população brasileira contra os retrocessos que estão em andamento como flexibilização das leis trabalhistas e  aumento do tempo de contribuição (49 anos)  e da idade mínima para aposentadoria (65 anos).

Concentrada inicialmente na Candelária, a multidão marchou em direção à Central do Brasil a partir de 17h30.

“Hoje o povo está na rua com a presença de todas as categorias unidas, e isso me deixa muito feliz, pois mostra que a classe trabalhadora precisa de uma maior  consciência sobre a sua importância dentro do sistema. Nós é que movemos a produção neste país , e por isso temos que ser respeitados e ouvidos nesse processo que esse governo golpista chama de reformas” – disse Ligia Deslandes , presidenta do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo do Estado do Rio de Janeiro – Sitramico-RJ.

O ato contou com a presença de famílias como foi o caso da professora  Simone Contente, que esteve presente com seus dois filhos adolescentes:  “Acredito que trazer meus filhos aqui faz parte do processo educacional deles, e essa luta está diretamente relacionada ao futuro deles. Eu converso muito com eles e explico essa necessidade da conscientização sobre o que é exercer sua cidadania e defender seus direitos. Na realidade eu não os trouxe aqui, eles que vieram espontaneamente, querendo participar do movimento” – explicou.

Tumulto na Central do Brasil

Infelizmente quando a grande marcha chegou à Central do Brasil ocorreram tumultos envolvendo manifestantes que aplicam a tática “black bloc’ , Guarda Municipal do Rio de Janeiro (GMRio) e a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

“Eu vi quando um grupo de 20 pessoas atacou a cabine da Guarda Municipal localizada na Central.  Armados com pedras e morteiros eles alvejaram a cabine até os guardas saírem. Aí os  integrantes da GMRio resolveram disparar  sem critério. Atiraram de volta, com bombas de "efeito moral" e gás lacrimogêneo, em que pese o risco de atirar em inocentes. Eu fui um dos que me postei a frente dos guardas, que ainda estava dentro do cercado, usando o bandeirão da CUT para cobrir a visão deles, e dizendo que eles iam machucar gente inocente. Neste momento, quase instintivamente, muita gente saiu da multidão e fez um "cordão", isolando os blacks blocs dos guardas municipais e tentando acabar com o confronto” – narra Roberto Ponciano, diretor da CUT Rio,  que contou o momento em que  os manifestantes que se autodenominam anarquistas resolveram atacar integrantes da central sindical.

“Os blacks blocs, neste momento, esqueceram da guarda municipal e tentaram causar confusão conosco. Com cantos de "Fora CUT traidora” começaram a atirar morteiros nos trabalhadores. Eu mesmo fui alvo de um morteiro atirado por eles. O artefato caiu ao meus pés e o chutei para longe, ele explodiu uns dois segundos depois do meu chute’ – concluiu.

A CUT Rio publicou uma nota sobre os incidentes em uma mídia social, confira aqui!

Apesar desse incidente ficou nítida a sensação de que a luta contra as reformas da Previdência e Trabalhistas, encaminhadas no Congresso Nacional por Michel Temer e golpistas de plantão, ganha a cada dia mais adesões.

 

Fonte: Agência Petroleira de Notícias - APN

  

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