Clique para ouvir diretamente no Media Player padrão do seu computador

Entrar






Esqueceu sua senha?
Sem conta? Criar Conta!

Pesquise na APN

Escolas retardam introdução da cultura afro-brasileira Imprimir E-mail
 
Publicada em 03/02/08 12:35

Visualizações : 2835    

"Existe um racismo introjetado na sociedade brasileira. A educação é um dos setores mais conservadores do país"

 

 

A implantação da Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino de história da Cultura Africana nas escolas de Ensino Médio e Fundamental, é muito lenta. A opinião é da coordenadora do Programa de Documentação e Pesquisa da Maria Mulher - organização de mulheres negras, no Rio Grande do Sul. Segundo Lúcia Regina Brito Pereira, a lei que completou cinco anos em janeiro sofre uma resistência por parte dos educadores.


"Existe um racismo introjetado na sociedade brasileira. A educação é um dos setores mais conservadores do país", destacou. De acordo com Lúcia, a dificuldade de compreensão ocorre em todos os setores da escola. Em função deste problema, a "Maria Mulher" criou um grupo de trabalho para discutir a implantação da história africana nos currículos das escolas gaúchas.

 

"Muitos professores, diretores de escolas e pedagogos não conhecem a lei", comentou.
A professora da Universidade Federal de São Carlos, em São Paulo, Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva diz que a escola não pode ter como referência teórica apenas uma cultura de formação do povo brasileiro, que é a cultura branca européia. "Precisamos sim referendar também os alunos que têm outras matrizes étnico-raciais na sua formação", destacou. Professora titular da disciplina de Relações Étnico-raciais, Petronilha afirma que a lei é resultado de anos de luta dos movimentos sociais, principalmente o negro.


A diretora-adjunta da Secretaria Estadual de Educação (SEC), Sônia Bier, diz que 87% das escolas gaúchas já contemplaram nos seus planejamentos a história da Cultura Africana. De acordo com ela, os docentes pedem sugestões de atividades, referências bibliográficas e material didático. Ela informou que o Estado participará, neste ano, do projeto a Cor da Cultura do Ministério da Educação (MEC). A proposta da União é repassar aos estados e municípios materiais como DVDs e cadernos didáticos sobre a cultura afro-brasileira.

Em Porto Alegre, o ensino da história africana foi implantado em 2004 nas 92 instituições do município. O trabalho atinge as escolas do Ensino Médio, do Fundamental, do Infantil e as 140 creches conveniadas. A história do negro é contada através de palestras, seminários e atividades de música e teatro.

 

OBS: Em outros estados, como no Rio de Janeiro, essa discussão ainda está bem mais atrasada (APN)

 

Fonte: Mídia Étnica/Notícias do Sul



Adicione esta página na sua rede social
Google! Facebook! Yahoo!
   
Cotar este artigo no portal
Artigos relacionados...

Palavras chave : educação, negros, etnia, opressão


Comentários dos usuarios  RSS feed dos comentários
 

Classificação dos usuários

Nenhuma avaliação

 


Adicionar comentário
Apenas utilizadores registrados podem comentar um artigo. Conecte-se ao portal pela opção de ENTRAR do menu da coluna à esquerda. Se ainda não tiver uma conta, clique aqui para criar uma.

Nenhum comentário



mXcomment 1.0.8 © 2007-2012 - visualclinic.fr
License Creative Commons - Some rights reserved
< Anterior   Próximo >
1 | 45